Peak-Flow Meter – o que é, como e quando se deve usar?

O que é? 

O peak-flow meter (debitómetro) é um instrumento que serve para medir a eficácia da função pulmonar e indica quão abertas estão as vias respiratórias ou quão difícil é respirar. É um aparelho pequeno, portátil e económico, que mede o fluxo de ar ou a taxa de fluxo expiratório máximo, podendo ser de grande utilidade para os asmáticos. Quando usar? O peak-flow meter (debitómetro) é utilizado para:

  • Diagnosticar a asma;
  • Avaliar a severidade da doença;
  • Monitorizar a evolução da asma e registar dados objectivos e regulares que servirão de apoio ao médico assistente;
  • Verificar a resposta à medicação;
  • Prevenir crises.

 Este instrumento constitui uma preciosa mais-valia para o controlo e manutenção da asma, sendo um excelente apoio para os pais que controlam a asma dos seus filhos. Como usar? 

  • Certifique-se de que o “contador” está a zero;
  • Coloque-se de pé;
  • Inspire o mais profundamente possível;
  • Coloque o medidor na boca e aperte a boquilha com os lábios para evitar que o ar se escape para fora do medidor;
  • Sopre o mais forte e rapidamente que conseguir, durante 2 segundos;
  • Não tussa nem bloqueie a boquilha com saliva ou com a língua;
  • Anote o valor obtido;
  • Repita o processo mais duas vezes e aponte o valor mais elevado no seu registo (os três valores obtidos devem ser similares);
  • Cumpra as indicações de limpeza do peak-flow meter (debitómetro) para garantir a precisão das leituras futuras.

 O fluxo de ar expirado considerado “normal” varia de acordo com a idade, sexo e altura da pessoa. O asmático deve tomar como referência o melhor valor que conseguir obter num espaço de 2 a 3 semanas, antes de iniciar o plano de controlo. Para obter esse valor:

  • Use sempre o mesmo peak-flow meter (debitómetro);
  • Anote o fluxo máximo todos os dias, durante 2 a 3 semanas;
  • Ignore valores muito díspares.

O melhor valor pessoal vai sofrendo alterações ao longo da evolução da doença (e do crescimento, no caso das crianças). O médico vai actualizar o valor de referência com alguma regularidade.

Tomando como ponto de partida o melhor valor pessoal (100%), o asmático deve manter os resultados acima dos 80%. Para uma melhor orientação, pode usar um sistema de semáforo: 

Verde – Asma bem controlada

Valores entre os 80 e os 100%;

Não apresenta sintomas;

Deve manter o programa de controlo;

O médico pode considerar reduzir gradualmente a medicação. 

Amarelo – Atenção

Valores entre os 50 e os 80%;

A doença está a piorar e pode haver sintomas;

Deve aumentar a medicação de manutenção.

Siga as instruções prévias do médico ou entre em contacto com ele, caso tenha dúvidas. 

Vermelho – Perigo!

Valores abaixo dos 50%;

Use um broncodilatador para alívio dos sintomas;

Aguarde e volte a utilizar o peak-flow meter (debitómetro);

Se as leituras não melhorarem (passando, pelo menos, para o nível amarelo) contacte o médico;

A terapia de manutenção tem de ser aumentada.

Fale com o seu médico, pergunte-lhe se a utilização de um peak-flow meter (debitómetro) será indicado no seu caso ou do seu filho.  

Fonte: http://www.aaaai.org

Novo sistema mede qualidade do ar

Há um novo sistema concebido para monitorizar o ar que rodeia os indivíduos propensos a ataques de asma.

Desenvolvido por investigadores do Georgia Tech Research Institute (GTRI), este sistema, que pode ser colocado num bolso, pode ajudar a perceber as causas das crises e permitir intervir precocemente.

Embora não se consiga determinar exactamente a origem da asma, sabe-se, hoje, que os pulmões de um asmático respondem exageradamente a certos estímulos ambientais, provocando vários sintomas.

Por isso, os cientistas resolveram medir a exposição a várias substâncias potencialmente prejudiciais, designadamente o formaldeído, o dióxido de carbono e o ozono, bem como a temperatura, a humidade e a quantidade de gases emitidos por pinturas, produtos de limpeza, pesticidas, materiais de construção ou até pelas mobílias e equipamentos dos escritórios.

No futuro, este novo sistema pode permitir determinar quais os alergéneos a que os asmáticos, em particular os mais novos, estão sujeitos, seja em casa, seja na escola, seja nos locais de diversão.  

Fontes:

http://www.gatech.edu/

 

Beta-bloqueante testado com sucesso na asma

A Inverseon anunciou que são positivos os resultados da fase dois do ensaio clínico com nadolol na asma.

Neste estudo, indivíduos asmáticos foram tratados com o beta-bloqueante durante nove semanas. Os resultados apontam para uma melhoria clinicamente significativa, relacionada com a dose, e redução na hiperreactividade das vias aéreas. Todos os asmáticos estudados toleraram bem o fármaco.

“Tanto quanto sabemos, esta é a primeira publicação de um ensaio clínico a testar um beta-bloqueante no tratamento da asma”, comentou Richard Vond, da Inverseon.

Algo de muito semelhante aconteceu há cerca de dez anos, quando certos fármacos da mesma classe começaram a ser usados na insuficiência cardíaca congestiva, quando, dantes, estavam contra-indicados. Hoje, os beta-bloqueantes são drogas de eleição naquela patologia, tendo contribuído para uma diminuição substancial na mortalidade.

 

Fontes:

http://www.lifesciencesworld.com/news/view/59802

 

Etanercept pode ajudar na asma grave refractária

Há mais um medicamento que poderá ajudar no controlo da asma grave que não responde (refractária) aos tratamentos habituais (corticosteróides). Trata-se do etanercept.

Segundo um estudo publicado on-line no Thorax, o tratamento com etanercept durante 12 semanas demonstrou uma melhoria pequena, mas significativa, no controlo da asma e da inflamação sistémica, medida através da albumina sérica e da proteína C reactiva, nos 39 doentes ao qual foi administrado.

O etanercept é uma proteína que bloqueia a actividade de um mensageiro químico do organismo denominado factor de necrose tumoral (TNF – ), reconhecido como um alvo terapêutico nas doenças inflamatórias crónicas. Ao fazer este bloqueio, esta substância diminui a inflamação e melhora os sintomas.

Os autores do estudo consideram, porém, que são necessários estudos com maior número de participantes e maior duração que clarifiquem o papel do antagonismo do TNF – nos indivíduos com asma grave refractária. Neste momento, o etanercept está já aprovado para o tratamento de várias doenças, tais como artrite reumatóide, psoríase, artrite psoriática e espondilite anquilosante.

 

Fontes:

http://thorax.bmj.com/cgi/content/abstract/thx.2007.086314v1

 

Obesos sofrem mais de asma

Mais um estudo veio apoiar a tese de que os indivíduos com maior índice de massa corporal (IMC) têm tendência a sofrer de asma mais grave, em comparação com indivíduos com um peso normal.

Neste trabalho, publicado em Janeiro no Thorax, foram estudados 3.095 doentes, divididos em diversas categorias, consoante o IMC. A medição da gravidade da asma incluiu sintomas respiratórios, recurso a cuidados de saúde, utilização de medicação, dias de trabalho perdidos por causa da doença e a classificação do Global Initiative for Asthma (GINA).

Os indivíduos obesos com asma tinham mais tendência para reportar sintomas contínuos, faltavam mais vezes ao trabalho, usavam mais beta-agonistas de curta duração, corticóides inalados e qualquer outra medicação de controlo da doença. Do mesmo modo, os obesos asmáticos tinham menos tendência para estarem em remissão e eram mais propensos a sofrer de asma grave persistente.

 

Fontes:

http://thorax.bmj.com/cgi/content/abstract/63/1/14

 

Asmáticos são mais sensíveis ao álcool

As reacções de hipersensibilidade ao consumo de bebidas alcoólicas são marcadamente mais prevalentes nas pessoas que sofrem de asma, embora ainda não sejam conhecidos os mecanismos fisiopatológicos e o significado clínico desta correlação.

Num estudo publicado no Clinical & Experimental Allergy, 13,9% dos indivíduos estudados já tinham experimentado sintomas de hipersensibilidade após beberem álcool, nas vias aéreas superiores, ou nas vias aéreas inferiores ou na pele. Quase 10% tinham tido sintomas nos últimos 12 meses.

Nas pessoas com asma, a hipersensibilidade induzida pelo álcool, quer nas vias aéreas superiores, quer inferiores, é significativamente mais prevalente.Todos os tipos de bebidas alcoólicas podem desencadear estes sintomas, embora o vinho vermelho seja o mais comum.

Fontes:

http://www.blackwellpublishing.com/journal.asp?ref=0954-7894