Raça influencia progressão da asma

Os doentes asmáticos negros têm mais internamentos e idas às urgências do que os caucasianos, independentemente dos cuidados de saúde que são prestados, revela um artigo publicado no Archives of Internal Medicine.

“Mesmo num sistema de saúde que garanta a igualdade de acesso aos cuidados, a raça negra está associada a piores resultados no tratamento da asma, incluindo um maior risco de visitas aos serviços de urgência e de hospitalizações”, afirmam os investigadores que participaram neste estudo.

 Como eles próprios dizem, “estes dados sugerem que pode haver diferenças genéticas subjacentes a diferenças raciais, sendo necessário desenvolver mais estudos”. 

 

Fontes:

http://archinte.ama-assn.org/cgi/content/short/167/17/1846 

 

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Vida campestre diminui sintomas de asma

A exposição actual e na infância ao ambiente rural pode ser uma das explicações para a baixa prevalência de sintomas de asma nos agricultores adultos, embora se acredite que pode ser necessária uma exposição prolongada para se obter uma protecção óptima.

 Um estudo divulgado online pelo Allergy (European Journal of Allergy and Clinical Immunology) diz que o número de anos de exposição a este tipo de ambiente, quer na infância, quer na vida adulta, tem uma relação inversamente proporcional relativamente à prevalência de sintomas da asma. Passar muitos anos numa quinta parece aliviar aqueles sintomas tão característicos da doença e que tanto incomodam quem dela sofre. O problema é que, infelizmente, esta está longe de ser uma opção para todos os asmáticos.

 

Fontes:

http://www.blackwell-synergy.com/doi/abs/10.1111/j.1398-9995.2007.01490.x?prevSearch=

 

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Hormonas influenciam gravidade da asma

As hormonas sexuais parecem desempenhar um papel preponderante no desenvolvimento e na melhoria da resposta imune e na asma, em particular. Um artigo de revisão indica que alguns estudos mostram diferenças na prevalência da asma consoante o género, quer na infância, quer na adolescência. Os rapazes aparecem, nesses estudos, com uma maior prevalência de asma do que as raparigas. No entanto, depois da infância, a asma é mais grave nas raparigas do que nos rapazes, além de estar subdiagnosticada e subtratada nas adolescentes. A explicação pode estar nas alterações hormonais típicas da puberdade.

Embora indiquem a necessidade de mais estudos, os autores desta revisão sugerem que este aspecto deve ser tido em conta pelos médicos, na abordagem da asma. 

Fontes:

 http://www.blackwell-synergy.com/doi/abs/10.1111/j.1398-9995.2007.01524.x  

 

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Obesidade aumenta o risco de asma e doenças alérgicas

Há mais um estudo a suportar que a obesidade e as doenças alérgicas, nomeadamente a asma, estão relacionadas. Segundo os autores do Centro de Investigação para a Prevenção e a Saúde, na Dinamarca, ter uns quilos a mais tem efeitos a nível do sistema imunológico e condiciona o desenvolvimento de várias doenças.

 De facto, há cada vez mais evidências de que a obesidade aumenta o risco de asma, atopia e doenças autoimunes. Os investigadores entendem que o aumento notório deste tipo de doenças está relacionado com a diminuição da tolerância imunológica, consequente de alterações induzidas por adipocitoquinas e pelo factor de necrose tumoral, secretados pelo tecido adiposo. Estas alterações provocarão, no entender dos autores, uma tolerância reduzida aos alergéneos. Na grávida, estas alterações poder-se-ão mesmo transmitir ao feto. Agora, são necessários mais estudos que possam suportar estes resultados.

 

Fontes:

http://www.blackwell-synergy.com/doi/full/10.1111/j.1398-9995.2007.01506.x?prevSearch= 

 

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Probióticos na prevenção e no tratamento da doença alérgica

Embora existam bases teóricas que permitem antecipar os benefícios dos probióticos nas doenças alérgicas, ainda não existem dados suficientes para recomendar este suplemento no tratamento habitual da alergia ou mesmo na sua prevenção. Na dermatite atópica, por exemplo, os probióticos cedo se revelaram como uma promessa, mas são necessários mais estudos para confirmar os resultados disponíveis.

Além disso, têm sido descritas algumas reacções adversas, designadamente em crianças alérgicas ao leite, e mesmo uma relação com a sensibilização. Assim, apesar de todo o entusiasmo existente à volta dos probióticos, ainda não será altura de ir a correr para as prateleiras dos supermercados ou para a farmácia mais próxima. É verdade que todos estamos à espera de uma cura para as doenças alérgicas, mas, pelo que parece, será preciso esperar mais algum tempo.  

 

Fontes:

http://www.jacionline.org/article/PIIS0091674907008652/fulltext

 

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Ervas chinesas: um grande potencial à mão de semear

Usadas há milhares de anos, as ervas chinesas estão a despertar um interesse crescente no mundo ocidental, incluindo em Portugal. No entanto, a eficácia e a segurança destes remédios caseiros só agora estão a ser testadas com métodos científicos utilizados, designadamente, no estudo dos medicamentos antes da sua aprovação para comercialização no mercado. Até agora, as chamadas plantas medicinais têm sido vendidas, um pouco por todo o lado, mas sobretudo nas ervanárias, com alegações atractivas, mas que raramente estão cientificamente comprovadas. E não é só um problema de desconhecer a sua real eficácia, a segurança, os efeitos laterais e as interacções com outras ervas ou com medicamentos são desconhecidos, tornando estes “tratamentos” “um tiro no escuro”.

Nos últimos tempos, tem havido muitos estudos que se debruçam sobre os efeitos das ervas chinesas nas doenças alérgicas e, muito particularmente, na asma. Alguns resultados são prometedores, salientando o seu potencial como alternativas ou como complementos dos medicamentos já cientificamente testados (a medicina ocidental). Pensa-se que, no futuro, alguns destes compostos poderão dar origem a novos medicamentos que poderão ser utilizados no tratamento da asma, bem como da alergia alimentar. Até lá, o melhor mesmo é avisar o seu médico caso esteja a tomar algumas destas ervas para acautelar possíveis interacções com a medicação que está a fazer.

 

Fontes:

http://www.jacionline.org/article/PIIS0091674907008627/fulltext

 

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Bactérias em recém-nascidos aumentam o risco de asma

Os recém-nascidos cujas vias aéreas são colonizadas com Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, ou Moraxella catarrhalis, ou com uma combinação destes agentes, correm um risco acrescido de desenvolverem dificuldades respiratórias e asma na infância, sobretudo nos primeiros cinco anos de vida, revela um artigo publicado no New England Journal of Medicine.

A conclusão é de um grupo dinamarquês que acompanhou 321 recém-nascidos a partir do primeiro mês de idade. Em 21% dos casos, as amostras revelaram a presença de um dos três agentes. Nestas crianças, havia uma associação com falta de ar persistente, crises graves e hospitalizações devido a problemas respiratórios. As crianças que foram colonizadas por pelo menos um daqueles microrganismos na fase neonatal também apresentavam uma prevalência significativamente mais elevada de asma.  

Fontes:

http://content.nejm.org/

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Asma ou talvez não!

O seu filho sente tosse e falta de ar? Atenção! Pode ser asma! Ou talvez não! O alerta é deixado por especialistas do Departamento de Pediatria da Universidade do Iowa, nos Estados Unidos da América. Estes investigadores publicaram um artigo no Pediatrics no qual avisam que os sintomas característicos da asma são comuns a outras doenças e disfunções, muitas das quais são induzidas pelo esforço e pelo exercício físico. Chamam-lhe “pseudo-asma”. Só o médico estará em condições de fazer o diagnóstico diferencial e despistar outras patologias, tendo em consideração a história clínica do doente e os resultados dos exames indicados nestes casos, como é o caso da espirometria.

 

Fontes:
http://pediatrics.aappublications.org/

 

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Ruas poluídas provocam agravamento dos sintomas

O simples facto de passear numa rua poluída pode ser suficiente para desencadear uma crise. Foi isso mesmo que revelou um grupo de cientistas do Imperial College London, num artigo publicado em Dezembro no New England Journal of Medicine.

Os investigadores britânicos testaram os efeitos de uma caminhada de duas horas ao longo da Oxford Street, uma das ruas mais poluídas de Inglaterra. Os voluntários que aceitaram submeter-se à experiência tiveram um aumento dos sintomas da asma, redução da capacidade respiratória e inflamação nos pulmões. Foram precisas algumas horas para que voltassem aos valores normais.

“O nosso estudo não deve impedir os asmáticos de se aventurarem na Oxford Street, mas é necessário encontrar novas medidas para reduzir os níveis de poluição e proteger os asmáticos”, considera o Professor Fan Chung.

 

Fontes:

http://content.nejm.org/cgi/content/short/357/23/2348

 

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Óxido nítrico exalado aponta para benefício de intervenção educacional

A fracção de óxido nítrico exalado, um marcador de inflamação alérgica das vias respiratórias, indica um efeito benéfico de uma breve intervenção educacional em agricultores com asma ocupacional, conforme indica um estudo recentemente publicado.

Este dado sugere o potencial da fracção de óxido nítrico exalado na avaliação da eficácia de medidas preventivas de curto prazo com uma sensibilidade maior do que a da espirometria.

No grupo submetido a uma intervenção educacional, a proporção de indivíduos que reportaram sintomas relacionados com o seu trabalho reduziu-se após a intervenção. Este resultado correlacionou-se com uma alteração do FeNO, ao passo que os resultados da espirometria se mantiveram inalterados nos dois grupos, o que demonstra a utilidade daquela medição na abordagem da asma.  
Fontes:

http://www.erj.ersjournals.com/cgi/content/abstract/30/3/545 

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