Piscinas cobertas podem estar relacionadas com risco de asma

Os bebés expostos habitualmente ao ar saturado do cloro das piscinas cobertas correm maior risco de desenvolverem asma do que os que nadam ao ar livre. Esta é uma das conclusões de um estudo publicado numa das últimas edições do Pediatrics, o jornal oficial da Academia Americana de Pediatria.
“Os nossos dados sugerem que a prática de natação em piscinas cobertas está associada a alterações das vias respiratórias que, para além de outros factores, parecem predispor as crianças ao desenvolvimento de asma e bronquite crónica”, explicam os investigadores belgas que assinam o estudo. As crianças que estavam igualmente expostas ao fumo do tabaco corriam um risco ainda maior.
O estudo partiu da ideia de que os gases irritantes e os aerossóis que contaminam o ar das piscinas cobertas poderiam afectar o epitélio pulmonar e aumentar o risco de asma entre as crianças. Para tanto, foram analisadas 341 crianças entre os 10 e os 13 anos de idade. Os resultados confirmaram a hipótese inicialmente levantada, mostrando a existência de uma associação entre as piscinas cobertas e a asma.
Embora alguns pais vão pensar duas vezes antes de levar os seus filhos a uma piscina coberta (desinfectada com cloro), todos concordam que a amostra do estudo é reduzida e que é preciso continuar a investigar.

 

Fontes:
http://pediatrics.aappublications.org/cgi/content/short/119/6/1095

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Genética ajuda a explicar gravidade e apresentação da asma

Um grupo de cientistas franceses identificou duas novas regiões cromossómicas envolvidas na gravidade e na expressão da asma. Segundo os mesmos, parece haver diferentes mecanismos genéticos subjacentes à forma como a asma se apresenta e ao grau de severidade da doença.

Emmanuelle Bouzigon e seus colegas examinaram 110 famílias de asmáticos. O estudo envolveu mais de dois mil indivíduos com idades compreendidas entre os quatro e os 70 anos, tendo sido publicado no European Respiratory Journal.

A identificação dos genes que determinam a gravidade da asma e a sua apresentação pode vir a ter uma grande importância no desenvolvimento de métodos de diagnóstico precoce nos grupos de alto risco, bem como de novos alvos terapêuticos.

Fontes:

http://www.erj.ersjournals.com/cgi/content/abstract/30/2/253

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Eu tenho asma. E se ficar grávida?

A asma não impede uma gravidez normal, assim como a gravidez não altera a necessidade de controlar a asma. Se tem intenção de engravidar ou se está grávida informe o seu médico. Ele saberá dizer-lhe quais são os medicamentos e as doses que deverá utilizar durante a gravidez. Siga atentamente os seus os conselhos. Cerca de um terço das mulheres têm um agravamento da asma durante esta fase da sua vida, pelo que é preciso não descurar os cuidados com a asma.Há, no entanto, alguns mitos que devem ser desmascarados. Desde logo, é falso que a asma, desde que controlada, ameace a gravidez ou o futuro bébé. A maioria das mulheres com asma tem uma gravidez absolutamente tranquila. Uma parte das mulheres até melhora da asma durante a gravidez! O outro mito tem a ver com a administração de medicamentos, sobretudo no primeiro trimestre. Os medicamentos antiasmáticos utilizados, designadamente os corticóides inalados, são seguros durante a gravidez, acarretando grandes benefícios e riscos muitíssimo baixos. Não deve interromper o tratamento que está a fazer, de modo a evitar uma crise. Essa sim seria prejudicial ao bebé. Durante a gravidez a sua medicação habitual poderá ser alterada para medicamentos inalados que provaram ser os de maior grau de segurança. Habitualmente são medicamentos mais antigos em que foram estudados muitos milhares de gestações, sendo por isso melhor conhecido o seu perfil de segurança.Saiba que, quando ocorrem complicações antes, durante ou após o nascimento, elas estão normalmente associadas a um controlo inadequado da doença. Assim, por exemplo, o baixo controlo da asma durante a gestação tem sido relacionado com o aumento da possibilidade de o recém-nascido ser prematuro ou ter baixo peso. Em relação à mãe com asma mal controlada, é maior a ocorrência de hipertensão (pré-eclâmpsia) e diabetes.De resto, as futuras mamãs devem continuar a agir como antes da gravidez, evitando os factores desencadeantes e procurando reconhecer os sinais de agravamento. Não os menospreze, mas não entre em pânico. Lembre-se que a falta de ar na mulher grávida com asma pode ter outra origem, designadamente alterações hormonais, nariz entupido, diminuição da expansão dos pulmões provocada pelo aumento do volume abdominal, refluxo gastro-esofágico, compressão do estômago pelo útero, bem como o medo ou a ansiedade. Se tiver falta de ar, será importante perceber e tratar a causa, em caso de dúvida. Consulte o seu médico, se os sintomas forem intensos, ou vá à urgência mais próxima. Se adoptar uma atitude preventiva, estará a proteger, não apenas a sua saúde, como também a do seu filho. 

 

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Afinal, o que está a correr mal?

Mais de um terço dos asmáticos dizem que o receio de uma crise condiciona a sua vida social

Há milhões de pessoas que sofrem diariamente por não terem a sua asma controlada. Os sintomas, que incluem falta de ar e perturbação do sono, podem ser tão graves e debilitantes que diminuem dramaticamente a qualidade de vida dos doentes, além de provocarem medo, isolamento e exclusão social.  De acordo com a European Federation of Allergy and Airways Diseases Patients’Associations, 90% dos seis milhões de europeus que vivem com asma grave não estão a receber tratamento adequado, o que faz com que 1,5 milhões vivam mesmo com medo de que o próximo episódio possa ser fatal. Mais de um terço dos asmáticos dizem que o receio de terem uma crise condiciona a sua vida social, impedindo-os, por exemplo, de saírem com os amigos ou de irem de férias. Deste modo, pensam que estão a evitar a exposição aos factores desencadeantes. Muitos não sabem que se melhorassem o controlo da asma poderiam viver uma vida normal, sem terem de se privar de um piquenique, de um fim-de-semana na aldeia ou de umas férias que há muito sonham fazer. Quando as pessoas não sabem lidar com a doença e se deixam dominar pelo medo, o impacto da asma pode ser arrasador. O isolamento é uma das consequências mais flagrantes. Para muitos asmáticos, o simples facto de não poderem ter um animal de estimação, como um cão ou um gato, pode ser uma frustração. Do mesmo modo, cerca de 70% dos asmáticos dizem que não se atrevem a praticar desporto ou qualquer outra actividade física com medo de terem uma crise, remetendo-se a um ainda maior isolamento social. No entanto, uma coisa não leva necessariamente a outra. Embora o esforço físico possa, de facto, desencadear uma crise, o uso correcto dos medicamentos mais indicados para cada situação evita que isso aconteça. Pelo contrário, há cada vez mais indicações de que o exercício pode até reduzir os sintomas da asma. Vários estudos têm vindo a ser realizados, mas ainda não há provas cabais que permitam afirmar que o exercício previne as crises. Para já, é certo e sabido que o exercício tem enormes benefícios do ponto de vista físico, social e psicológico. Por exemplo, uma meta-análise recente indica que a prática de exercício por parte dos asmáticos melhora significativamente e de forma segura a sua condição cardiovascular e a sua qualidade de vida, que deve ser sempre considerada como uma prioridade. Os estudos actualmente em curso poderão ajudar milhões de asmáticos a perderem de uma vez o medo e a alcançarem uma qualidade de vida melhor.   

Europa oscila Entre o optimismo e o pessimismo  

Mas a forma de encarar a asma não é igual em todo o lado. Actualmente, as expectativas em relação aos resultados dos tratamentos variam significativamente de país para país, registando-se um grande optimismo em Espanha e um pessimismo acentuado na Alemanha e na Suécia. Em Espanha, por exemplo, quase 30% dos asmáticos acreditam que vão ter menos sintomas ou mesmo nenhum sintoma daqui a cinco anos, embora apenas 8% digam que atingiram esse objectivo. Pelo contrário, os alemães mostram-se cépticos. Um em cada quatro pensam que os serviços de saúde irão deteriorar-se. Esta disparidade de opiniões pode reflectir o envolvimento dos respectivos Estados. Apenas metade dos europeus parece acreditar que os sistemas de saúde dos seus países irão providenciar-lhes melhores cuidados nos próximos anos e 11% entendem que a qualidade dos cuidados irá piorar. Em contrapartida, 71% dos europeus depositam as suas esperanças no aparecimento de melhores alternativas de tratamento nos tempos mais próximos. A maioria das pessoas espera que os tratamentos melhorem no futuro, mas mantém algum cepticismo, confessando uma sensação de impotência face ao controlo da doença. Poucas têm a expectativa de não sofrerem mais episódios de asma, ou de estes se tornarem raros. Enquanto muitos doentes desfrutam de uma boa relação com os médicos e têm acesso a cuidados de saúde adequados ao seu estado, outros consideram que as suas preocupações são negligenciadas e as suas preferências no que ao tratamento diz respeito são pura e simplesmente ignoradas. O resultado, nestes casos, é, fatalmente, uma má adesão, mais crises, maior recurso às urgências e maior número de hospitalizações.  

A asma pode ser controlada! 

O acesso aos cuidados de saúde e a uma informação rigorosa sobre a doença, os seus mecanismos, os factores desencadeantes e as medidas de prevenção deverá constituir um direito de todos. Como facilmente se compreende, as pessoas que estão mais informadas sobre as alternativas disponíveis e os resultados que devem esperar são pessoas mais conscientes da necessidade de tomarem os medicamentos a tempo e horas, sem interrupções ou esquecimentos, em conformidade com o combinado com o médico. A abordagem actual da asma passa, também, por encorajar os profissionais de saúde para que apostem na relação com os seus doentes, desenvolvendo em conjunto com estes um plano escrito que seja personalizado e perceptível, levando em linha de conta que não há dois asmáticos iguais. Ao considerar as especificidades de cada doente, será possível delinear uma estratégia mais eficaz de prevenção e introduzir mudanças positivas nos estilos de vida e no meio ambiente, onde poderão estar muitos dos factores de risco frequentemente ignorados. Algumas alterações relativamente simples, como lavar a roupa a uma temperatura mais alta ou retirar os livros e as revistas do quarto de dormir, poderão resultar em ganhos importantes na na melhoria da asma. É igualmente essencial que os doentes sejam devidamente aconselhados no sentido de ajustarem as doses de medicamentos de cada vez que há um agravamento dos sintomas. Embora possa não ser tão fácil como parece à primeira vista, este aconselhamento transfere para os doentes uma quota-parte de responsabilidade pelo controlo da sua doença e dá-lhes poder, desincentivando o recurso (quantas vezes) desnecessário aos serviços de urgência, que pode agravar ainda mais a ansiedade associada a uma crise. Os asmáticos que fumam deverão estar conscientes do erro que cometem. Quanto aos não fumadores, devem ser alertados para os seus direitos, no sentido de reclamarem das autoridades o cumprimento das leis em vigor. Quando as pessoas estão conscientes do que podem fazer pela sua saúde, os resultados tendem a aparecer, mais tarde ou mais cedo. A grande mensagem deveria ser: a asma pode ser controlada, mas você terá de dar uma ajuda!Calcula-se que haja 32 milhões de asmáticos na Europa, a maioria dos quais adultos. O número de pessoas afectadas duplicou na última década. Um em cada seis vive com sintomas graves e debilitantes, embora os tratamentos tenham melhorado substancialmente. A asma mata mais de 12 mil pessoas por ano na Europa Ocidental. Sabe-se que pelo menos 90% destas mortes poderiam ser evitadas. 

 

Fontes:
European Federation of Allergy and Airways Diseases Patients’ Associations

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