Crianças asmáticas continuam a respirar fumo de tabaco

De acordo com o relatório publicado no “Journal of Allergy and Clinical Immunology”, uma taxa muito elevada de crianças asmáticas é exposta a quantidades de fumo de cigarro muito elevadas, que interferem com a sua asma.

 

Os investigadores do Children’s Memorial Hospital, em Chicago (EUA), avaliaram 482 crianças com idades compreendidas entre os 8 e os 14 anos e questionaram os seus educadores relativamente à existência de fumadores entre os familiares.

 

Os resultados demonstraram que mais de 2/3 das crianças tinham níveis de cotinina (um indicador da exposição ao fumo do tabaco) na saliva suficientes para haver um impacto negativo no controlo da asma.

 

Quase metade dos educadores admitiram existir um fumador na família. Em 30% dos casos, o principal responsável pela educação da criança fumava. Entre as crianças cujos pais eram fumadores, os níveis de cotinina eram duas vezes maiores do que nas restantes.

Os autores propõem que se desenvolvam programas de cessação tabágica dirigidos aos pais e educadores de crianças com asma.

Fontes:

http://www.jacionline.org/article/S0091-6749(08)01496-6/abstract 

 

Amamentação exercita capacidade pulmonar dos bebés

 Amamentar exercita a capacidade pulmonar dos bebés, demonstra um trabalho de investigação desenvolvido na Universidade da Carolina do Sul, em Columbia (EUA), publicado na revista “Thorax”.

Os investigadores norte-americanos avaliaram 1.033 crianças com 10 anos de idade que têm vindo a ser seguidas desde que nasceram. Perceberam que aquelas que foram amamentadas 4 meses ou mais têm maior capacidade respiratória do que as que foram amamentadas por curtos períodos de tempo ou não foram. Como a capacidade respiratória pulmonar não está relacionada com o sistema imunitário, não se pode atribuir estes resultados a efeitos benéficos do leite materno sobre o sistema imunológico das crianças.

Os autores defendem que é a força que as crianças amamentadas fazem para “puxar” o leite (normalmente cada amamentação demora 8/9 minutos) que exercita a sua capacidade respiratória. Note-se que, sendo assim, as mães que estão a bombear o leite para os biberões estão a fazer com que as suas crianças percam uma parte importante dos benéficos da amamentação. 

Fontes:

http://thorax.bmj.com

 

Exacerbações podem ser prevenidas

As exacerbações frequentes podem ser indicativas de uma maior gravidade da asma, comorbilidades importantes ou fraca adesão ao tratamento, sendo que a identificação dos factores de risco e a implementação de uma abordagem de longo prazo podem ajudar a reduzir a morbilidade e a mortalidade que lhes estão associadas.

O alerta é feito pelo Dr. Malcolm Sears, Professor de Medicina da Universidade McMaster, Canadá, num artigo publicado no “Journal of Allergy and Clinical Immunology”.

O médico avisa que as exacerbações estão muitas vezes relacionadas com infecções víricas, especialmente rinovírus, embora nem sempre. Tendo em conta o padrão sazonal das crises, sobretudo nas crianças, o especialista aconselha um tratamento anti-inflamatório adequado durante as estações de maior risco viral, designadamente após o regresso às aulas, isto é, a partir de Setembro, no caso do Hemisfério Norte.

Quanto às diferenças relativas aos sexos e às idades, ainda não estão bem explicadas, apesar de já ter sido demonstrada a influência das hormonas.

Fontes:

http://www.jacionline.org/article/S0091-6749(08)01484-X/fulltext#sec6 

 

Gravidade da constipação pode predizer alterações no controlo da asma

 

Nos indivíduos com asma, a gravidade da constipação (não confundir com gripe!) nos primeiros dois dias pode ajudar a prever alterações posteriores no controlo da doença.

Segundo um estudo publicado no “European Respiratory Journal”, é comum que o controlo da asma piore depois de uma constipação, sobretudo quando ela é mais grave, mas não só. A duração da constipação e a estação do ano em que ela ocorre são outros factores que têm uma influência comprovada.

Sabe-se que os asmáticos não respondem todos da mesma maneira à vulgar constipação. Este novo estudo é mais um passo para ajudar os clínicos a prevenir a deterioração do controlo da asma. 

Fontes:

http://erj.ersjournals.com/cgi/content/abstract/32/6/1548 

 

Asmáticos melhoraram com a nova lei do tabaco

Cerca de 40% dos doentes asmáticos referiram alterações positivas na sua saúde apenas dois meses depois da entrada em vigor da nova legislação sobre o tabaco, que condiciona o seu consumo em locais públicos, tais como cafés e restaurantes.

Este foi o resultado de um estudo feito em 96 doentes com asma seguidos na consulta de Pneumologia do Hospital Pulido Valente e no Hospital Santa Marta, em Lisboa, e divulgado na Revista Portuguesa de Pneumologia (Volume XIV, Suplemento 4, Dezembro de 2008).

As principais alterações positivas referidas no questionário foram a melhoria na realização das actividades diárias, diminuição dos sintomas e menor necessidade de recorrer à medicação de SOS.

Como indicam os autores, pertencentes ao Departamento de Saúde Pública da Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa, “a exposição passiva ao fumo do tabaco provoca a exacerbação dos sintomas de asma”.

Segundo os mesmos, os resultados deste estudo só vêm reforçar “a importância da aplicação de medidas legais eficazes como forma de melhoria do bem-estar dos doentes asmáticos”.

Fontes:

www.spp.pt

Patrocínio:
www.paraquenaolhefalteoar.com

Educação e exercício melhoram qualidade de vida

A qualidade de vida e a morbilidade nas crianças asmáticas que se sentem mais infelizes podem melhorar com um programa de educação e exercício adequado, podendo mesmo haver ganhos do ponto de vista da função pulmonar e da tolerância ao exercício.

O “European Respiratory Journal” faz eco de um estudo cujo objectivo era, precisamente, estabelecer o grau de eficácia destes programas em termos de morbilidade e qualidade de vida num grupo de crianças com baixos níveis de qualidade de vida. Os resultados indicam, sem dúvida, que vale a pena investir na educação e em programas de actividade física.  

 

Fontes:

http://erj.ersjournals.com/cgi/content/abstract/32/6/1555  

 

 

Asma está sobrediagnosticada nos indivíduos obesos

Cerca de um terço dos indivíduos obesos e não obesos com um diagnóstico de asma não sofre desta doença. Quando são feitos os testes preconizados pelas autoridades nacionais e internacionais, nomeadamente provas de função respiratória, verifica-se que, afinal, muitos indivíduos estarão a ser identificados e tratados como asmáticos sem o serem, como sugere o “Canadian Medical Association Journal”.

O estudo teve como ponto de partida a dúvida sobre se a asma estará a ser sobrediagnosticada nos países desenvolvidos, particularmente nos indivíduos obesos, uma vez que estes têm uma maior tendência para sofrerem de dispneia, isto é, falta de ar do que os indivíduos não obesos. Os resultados indicam que sim, alertando para a necessidade de aprofundar o diagnóstico. 

 

Fontes:

http://www.cmaj.ca

Podcast: Asma ocupacional

 

Podcast Entrevista ao Prof. Dr. Torres da Costa, especialista em Saúde Ocupacional e médico do Serviço de Imunoalergologia do Hospital de São João, no Porto, sobre o agravamento da asma no trabalho.

Descarregue arquivo audio aqui.

Podcast: Avaliação do Controlo da Asma

 

Podcast: Avaliação do Controlo da Asma, com Prof. Doutor Manuel Branco Ferreira (médico imunoalergologista, Hospital Santa Maria, Lisboa).

Descarregue arquivo audio aqui.